Virando ao avesso

By: Ludmila Rodrigues

Feb 05 2010

Category: estranho, kabk, performance

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Outro dia ao sair de um ensaio no Zeebelt Theater eu me sentia virando ao avesso. Estamos trabalhando a semana toda para apresentar “livres interpretações” sobre o romance “Flatland” de Edwin A. Abbott, escrito em 1895. Serão performances e instalações nestes sábado e domingo. (Confira mais no post anterior)

Desde a crítica que ouvi sobre meu projeto e a semana que se seguiu, comecei a reformular tudo, quase nascer de novo. Naquela noite, o sofrimento que foi, dirigir – em inglês – 6 atores que iriam seguir meu desenho para uma performance de 6 minutos, me deixou perturbada. As palavras me fugiam, as idéias se embaçaram, os atores perdidos no palco e eu exausta… Cheguei em casa às 23h arrasada. Entrei em parafuso imaginando que estava completamente despreparada e que todos tinham percebido isso.

Para este evento no teatro Zeebelt, despus-me a dirigir uma coreografia e a atuar em outras duas performances. Uma delas, usando apenas minha voz, cantando, grunhindo  e gritando numa performance com soundpainting (método de regência que utiliza sinais visuais para os músicos improvisarem). Estou me expondo como nunca. Mas já era hora de perder o medo. Todo mundo percebeu as minhas falhas, mas eu tenho que encarar isso.

Nicolau também vai atuar nessa mesma performance, tocando seu trompete. Mas ele, que já passou por todas essas sensações de exposição e insegurança, é muito mais familiarizado com o mundo da improvisação. Quem sabe a gente ainda vai atuar muitas vezes juntos. Aliás já começamos um projeto musical juntos, gravando em casa mesmo.

Na foto , uma fachada interna da KABK. Esta semana comecei um curso de vídeo que vai me fazer muito feliz pelo menos.