Learning from The Hague
August 21st, 2011 § 2 Comments
Já conhecemos o clássico Learning from Las Vegas, de Robert Venturi, 1972. A tese descrevia a ideologia do design e do planejamento de uma cidade totalmente artificial, cravada no deserto de Nevada, EUA. E existem os seguidores, dentre eles o recente Learning from Hangzhou. Estou começando o projeto Learning from The Hague, examinando esta cidade como microcosmos das terras baixas, ou mesmo da Europa ocidental. Quem sabe sai um produto gráfico engraçado também.
Quero falar das ruas vazias, dos projetos imobiliários duvidosos, da privatização do espaço público, do convívio entre os bucólicos europeus e os tensos marroquinos, a vigilância, a simulação e o simulacro. Como entender o controle e a tentativa de criar uma identidade local em meio a tantas interferências estrangeiras? O que é que faz da Haia a Haia?

Já morei em outras 4 cidades holandesas, e so far, Den Haag é a minha favorita, não consigo me cansar dela.
beijos
Oi Simone! Também gosto muito daqui e não troco por outra cidade so far.
Mas tenho prestado atenção em fenômenos de que eu já ouvira falar ou lera e que aqui acontecem na flor da pele. O controle do espaço público é muito interessante por exemplo. Não se pode muita coisa, multa-se, prende-se, apreende-se. Ao mesmo tempo a Holanda tem essa reputação da democracia e da liberdade. O policiamente ostensivo sempre me chamou atenção. Tenho me questionado muito sobre essas coisas ultimamente, que tenho conversado mais com holandeses também.
No entanto, estou longe de deixar de gostar daqui. De longe esse país ainda tem muita coisa incrível a oferecer, e que a gente dificilmente vai encontrar no Brasil durante muito tempo. Mas veremos o destino da política atual… Dizem que a Holanda não vai mais ser a mesma.